terça-feira, 1 de dezembro de 2009

"Identificação de um país"



Num dia em que se comemora a libertação (1º de Dezembro de 1640) de um país "identificado"  - pedindo a ideia e o título à importante  obra do historiador José Mattoso - http://www.wook.pt/ficha/identificacao-de-um-pais-vol-i/a/id/84042) e em que ao mesmo tempo muitos se exultam com a "entrada em funções", hoje,  do novo (e difícil...) Tratado de Lisboa,
http://eur-lex.europa.eu/JOHtml.do?uri=OJ:C:2007:306:SOM:PT:HTML
- vale a pena puxar as atenções para uma outra celebração, vital para que o tal país identificado, tenha podido e possa continuar nos seus caminhos de "identificação" e de "desidentificação": a da  passagem dos 200 anos sobre o início da construção da dupla linha defensiva de Lisboa - as chamadas "Linhas de Torres Vedras" - na antevisão do que seria a última das três invasões francesas a Portugal.




As obras começaram nos finais de 1809, dando corpo à ideia de conter à distância - e sem meios de subsistência numa terra previamente desertificada - o avanço do inimigo sobre Lisboa. Ficavam ainda aptas a proteger o embarque das tropas inglesas de Wellington (autor do projecto) se as coisas corressem deveras mal...

O esforço foi ciclópico. Em pouco tempo (até 1812) foi erguida uma das mais extraordinárias linhas defensivas de toda a história militar: fortificaram-se colinas, vales, linhas de água; destruiram-se pontes e estradas; criaram-se obstáculos nos desfiladeiros e juntaram-lhes valados; construiram-se fortes e fortins (mais de 150) com forte artilharia (mais de 400 bocas de fogo em 1810) apontada aos caminhos e perto de 30 mil homens nas guarnições.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Linhas_de_Torres

As Comemorações foram inauguradas há duas semanas pelo Presidente da República. E estão aí.

FM

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